✊🏼🍀 qual é a do HIDROGEL?
em endurance, quase tudo continua se resumindo a tolerar desconforto por mais tempo. calce o seu tênis.
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você sabia?
A Maratona de Boston talvez nem devesse estar fora da lista de percursos válidos para recordes mundiais.
❌ Hoje, a prova é considerada “ilegal” para WRs porque o percurso é ponto a ponto e possui descida líquida de aproximadamente 140 metros. Pela regra da World Athletics, isso poderia favorecer os atletas — principalmente com vento a favor.
👉🏻 Mas os dados contam outra história.
Desde 2000, entre todos os tempos mais rápidos do ano nas majors masculinas e femininas, Boston apareceu apenas 1 vez.
Berlim apareceu 18. Londres 13. Chicago 11.
Ou seja: se Boston realmente fosse tão rápida assim, os recordes deveriam acontecer lá com frequência. Não acontecem.
E tem mais.
O recorde masculino de Boston (2:01:52) ainda é mais lento que:
Londres (1:59:30)
Chicago (2:00:35)
Berlim (2:01:09)
No feminino, a diferença é ainda maior:
Boston: 2:17:22
Chicago: 2:09:56
Berlim: 2:11:53
🤓 O mais curioso é que a própria biomecânica ajuda a explicar isso.
Apesar das descidas, Boston destrói quadríceps.
As contrações excêntricas geradas no downhill aumentam dano muscular e fadiga. E as subidas — especialmente as Newton Hills — “custam” mais energia do que as descidas devolvem.
Na prática?
Boston parece ser muito mais uma maratona “caótica” do que necessariamente rápida.
🎯 O único fator realmente decisivo parece ser o vento.
Em anos com vento forte a favor — como 2011 ou 2026 — o percurso realmente pode ficar mais veloz que o normal. Mas isso acontece raramente.
Por isso, alguns analistas defendem uma mudança simples:
👉🏻 Boston deveria ser elegível para recordes SOMENTE quando o vento médio estiver abaixo de 2 m/s — exatamente como acontece nas provas de 100m rasos.
Seria uma forma de tirar a maratona mais histórica do mundo da “lista negra” sem ignorar a ciência.
E honestamente?
Faz sentido.
MANDA a corre.news para quem acha que pode buscar o PR nas ruas de Boston! 🇺🇸
O gel mais caro da corrida não te deixa mais rápido 👀
📍 Se você perdeu a edição da semana passada, corre lá, você não vai se arrepender!
Existe um momento específico em toda maratona em que a corrida realmente começa.
Não é na largada.
Nem na metade.
É quando o corpo começa a negociar.
Normalmente entre os quilômetros 28 e 35.
‼️ A partir dali, o corredor já não está mais apenas correndo. Está administrando glicose, temperatura, desconforto gastrointestinal, dano muscular, fadiga neurológica e, principalmente, a própria capacidade de continuar sustentando o ritmo.
É justamente nesse cenário que os hidrogéis ganharam fama nos últimos anos.
Popularizados por marcas como Maurten — hoje praticamente onipresentes no pelotão de elite — eles chegaram ao mercado com uma promessa sedutora:
1️⃣ entregar carboidrato sem destruir seu estômago
2️⃣ estabilizar energia
3️⃣ e talvez evitar a famosa “quebra” da maratona
🎯 Na teoria, parece perfeito.
🤓 Mas um novo estudo resolveu testar isso no mundo real.
Não em laboratório.
Não em protocolo de ciclismo estacionário.
Mas em uma maratona de verdade.
📊 O que os pesquisadores fizeram
O estudo analisou 81 maratonistas amadores homens durante a Maratona de Nanjing 2024.
Os corredores foram divididos em:
grupo elite
grupo avançado
E depois separados entre:
gel tradicional
hidrogel com alginato de sódio
Todos seguiram exatamente a mesma estratégia nutricional:
60g de carboidrato por hora
monitoramento contínuo de glicose
análise segmentada do ritmo ao longo da prova
✅ Isso importa porque a maioria dos estudos de nutrição esportiva acontece em ambientes extremamente controlados — muitas vezes longe da realidade caótica de uma maratona.
Aqui, não.
Os pesquisadores queriam entender uma pergunta muito específica:
Hidrogel realmente melhora performance?
A resposta curta:
❌ não exatamente.
👉🏻 O RESULTADO
🟡 Os corredores que usaram hidrogel não correram mais rápido.
Os tempos finais foram praticamente iguais entre:
hidrogel vs gel tradicional
elites vs avançados
E isso talvez seja o dado mais importante do estudo inteiro.
Porque existe hoje uma percepção quase automática de que:
hidrogel = tecnologia superior
logo = performance superior
Mas fisiologia não funciona assim.
No final do dia, ambos continuam sendo carboidrato.
O corpo ainda precisa:
absorver
transportar
oxidar
utilizar essa energia sob estresse extremo
E nenhum hidrogel muda essa equação magicamente.
✅ Mas existe uma diferença importante
O estudo encontrou algo muito mais interessante do que melhora de tempo.
Os corredores que utilizaram hidrogel apresentaram:
1️⃣ pacing mais constante
2️⃣ menor oscilação de ritmo
3️⃣ menor variação glicêmica em partes importantes da prova
Ou seja:
👉🏻 eles não ficaram mais rápidos
👉🏻 eles apenas desaceleraram menos
🟢 E isso muda completamente a interpretação.
Porque a maratona raramente é vencida pelo atleta que mais acelera.
Normalmente, ela é decidida por quem consegue perder menos ritmo no final.
🧠 O dado mais interessante do estudo:
Nos corredores de elite, o grupo do hidrogel mostrou menor variação de pace ao longo dos cinco segmentos analisados da prova.
Em termos simples:
menos “montanha-russa”
menos oscilações
menos degradação progressiva do ritmo
👉🏻 Entre os corredores avançados, o efeito apareceu principalmente na primeira metade da maratona.
Já na parte final, o benefício praticamente desapareceu.
Isso sugere algo extremamente importante:
o hidrogel talvez não aumente sua capacidade fisiológica
mas pode melhorar a gestão do desgaste
E isso faz sentido biologicamente.
⁉️ Então por que o hidrogel existe?
O segredo não está na energia.
Está no estômago.
O alginato de sódio forma uma espécie de matriz gelatinosa que encapsula o carboidrato em ambiente ácido. A proposta é:
reduzir desconforto gastrointestinal
acelerar esvaziamento gástrico
melhorar tolerância digestiva durante exercício intenso
Na prática:
👉🏻 menos sensação de “gel voltando”
👉🏻 menos náusea
👉🏻 menos desconforto ao ingerir altas doses de carboidrato
🎯 E talvez seja exatamente por isso que tantos atletas profissionais utilizam hidrogéis hoje.
Não necessariamente porque eles geram mais performance.
Mas porque permitem sustentar estratégias agressivas de carboidrato sem destruir o trato gastrointestinal.
✋🏼 Um detalhe importante!
Todos os corredores do estudo consumiram 60g de carboidrato por hora.
Só que o esporte mudou muito rápido nos últimos anos.
Hoje:
muitos atletas profissionais já trabalham entre 90g e 120g/h
alguns protocolos experimentais chegam ainda mais alto
Isso levanta uma discussão muito maior do que “qual gel é melhor”.
‼️ Talvez a variável mais importante não seja:
hidrogel vs tradicional
Mas sim:
quantidade total de carboidrato tolerada durante a prova
E aí os hidrogéis ganham outra função.
Não como “turbo”.
Mas como ferramenta logística para permitir ingestões mais altas sem colapso gastrointestinal.
E o que isso tudo significa para nós, amadores?
‼️ A maioria dos corredores amadores não quebra porque escolheu o gel errado.
Eles quebram porque:
começam rápido demais
ingerem pouco carboidrato
não treinam nutrição
subestimam o desgaste metabólico da maratona
E talvez esse seja o maior mérito do estudo:
ele desmonta a ideia de que existe um produto milagroso.
O hidrogel não substitui:
pacing inteligente
volume de treino
estratégia nutricional
adaptação gastrointestinal
Mas pode ser uma ferramenta útil para:
quem sofre com o estômago
quem perde consistência no final
quem busca estratégias mais agressivas de carboidrato
Hidrogel não é sobre correr mais rápido.
É sobre continuar correndo bem quando a prova começa a desmontar todo mundo ao redor.
COMPARTILHA com quem acha que vai ficar melhor quando consumir o gél das estrelas, rs. 🤪
Coisa boa, a gente compartilha!
aleatoriedade 😎
Momento gossip
🏴 E se ganhar Londres te impedisse de correr Londres de novo?
‼️ A Maratona de Londres virou oficialmente um problema matemático.
Depois do recorde absurdo de 1,33 milhão de inscrições para 2027, um corredor britânico decidiu fazer o que muita gente só comenta no bar pós-treino: lançou uma petição pedindo que qualquer pessoa sorteada fique proibida de participar novamente por três anos.
O argumento? “As mesmas pessoas continuam entrando enquanto milhares nunca conseguem.”
E honestamente… dá para entender a revolta.
❌ Hoje, a chance de conseguir uma vaga internacional no ballot de Londres é tão pequena que virou praticamente um evento estatístico. Em 2026, menos de 5% dos inscritos foram aceitos. Para estrangeiros, a chance real provavelmente ficou ainda menor, porque britânicos entram em um segundo sorteio automático caso falhem na primeira tentativa.
Ou seja: além de competir contra mais de 1 milhão de pessoas, quem está fora do Reino Unido ainda joga no modo hard.
👉🏻 O detalhe curioso é que a proposta provavelmente mudaria… quase nada.
Um estudo feito pelo blog Mike Runs mostrou que, mesmo se TODOS os corredores sorteados fossem proibidos de voltar no ano seguinte, isso abriria apenas cerca de 850 vagas extras. Um número microscópico perto do oceano de rejeitados.
E aí entra uma discussão interessante:
o problema é realmente “as mesmas pessoas ganhando”… ou Londres simplesmente virou pequena demais para o tamanho da corrida?
Porque a verdade é que a prova deixou de ser apenas uma maratona.
Ela virou status.
Virou experiência.
Virou item de bucket list.
Virou símbolo social dentro da corrida.
👀 Tem gente que nunca correu uma maratona na vida e mesmo assim entra no ballot “só para ver”.
O mais irônico? Londres já teve uma solução relativamente justa anos atrás.
Existia a famosa regra dos “5 strikes”: depois de cinco rejeições consecutivas, você ganhava vaga automática.
A regra acabou.
As inscrições explodiram.
E agora estamos aqui debatendo quase um sistema de imigração para maratonistas.
📍 Enquanto isso, a organização cogita transformar Londres em uma prova de dois dias — sábado e domingo — o que poderia aumentar drasticamente o número de vagas.
Talvez seja a única solução real.
Porque hoje, entrar na Maratona de Londres parece menos sobre correr…
e mais sobre sobreviver a uma loteria global.
MANDA a corre.news para quem não vai deixar de sonhar com a terra da Rainha.
“correr é barato né?!” 🤡
Foi isso que eles disseram… Mas como diz aquele ditado popular: “O golpe tá aí, cai quem quer”.
E se você também caiu nesse golpe, essa área aqui é nossa tentativa de colaborar um pouquinho com os bolsos runnisticos. rs.
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- Armybr: CORRENEWS 🩳
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